HSGER registra índice de 100% na administração de antibióticos na 1ª hora de atendimento de pacientes com suspeita de sepse
O Hospital do Servidor General Edson Ramalho (HSGER) registrou índice de 100% na administração de antibióticos em pacientes com suspeita de sepse dentro da primeira hora de identificação dos sintomas, no mês de outubro deste ano. A medida é essencial para a adequada assistência do paciente e reduzir os riscos de mortalidade. A unidade hospitalar, gerenciada pela Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde), atualizou o protocolo de sepse a partir do monitoramento sistemático e do uso de indicadores que permitem ações direcionadas e sustentáveis para a melhoria contínua da assistência ao paciente.
Conforme a coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), Luana Abrantes, o bom desempenho do hospital na abertura e execução do protocolo de sepse é resultado das ações educativas realizadas nos setores assistenciais, no mês de setembro. “O tempo oportuno da assistência, incluindo a administração de antibióticos e de fluidos adequados são cruciais para a manutenção da vida do paciente”, observa.
A médica infectologista e presidente da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, Wanja Lima, explica que a sepse é uma infecção que causa uma resposta desregulada no organismo, provocando disfunção de órgãos e podendo levar ao óbito. Quando são verificados ao menos dois critérios de síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SIRS) e/ou um critério de disfunção orgânica, a exemplo de alteração de temperatura ou taquicardia e/ou hipotensão, o protocolo deve ser aberto.
A Comissão de Controle de Infecção Hospitalar avaliou os protocolos de sepse abertos no mês de outubro e constatou que administração de fluidos adequados (quando indicados) foi de 90%, superando a meta de maior ou igual a 80%. O uso de antibiótico adequado conforme o protocolo atingiu a meta de maior ou igual a 90%.
“Os resultados demonstram elevada conformidade com o tempo de início do antibiótico e administração adequada de fluidos, o que reflete boa resposta inicial ao reconhecimento e tratamento da sepse. Para otimizar o percentual de coleta de culturas antes da administração do antibiótico, modificamos o fluxo de coleta, que foi transferido da equipe do laboratório para os enfermeiros assistenciais”, explica Wanja Lima.
Desafios – A presidente da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar ressalta que os desafios assistenciais fazem parte da rotina de um hospital de “porta-aberta”, fazendo necessária a execução de ações de educação continuada, revisão de fluxos de atendimento e monitoramento contínuo. “Estamos em constante processo de revisão do protocolo de sepse para abordar de forma mais exaustiva os antibióticos e suas indicações, a fim de melhorar a adequada prescrição conforme sítio de infecção e perfil do paciente”, complementa a médica infectologista.
Segundo Luana Abrantes, o protocolo de sepse é unificado para todas as unidades gerenciadas pela PB Saúde e foi construído com base nas recomendações do Instituto Latino-Americano de Sepse (ILAS) e Ministério da Saúde. A abertura do protocolo é simples e prática, de forma que não atrase a assistência ao paciente.
No HSGER, o setor da Sala Vermelha foi o local com o maior número de protocolos abertos, evento justificado por ser o local de estabilização dos pacientes mais graves e pela excelente adesão ao protocolo por parte da equipe assistencial.
A coordenadora de Enfermagem da Urgência, Roberta Medeiros, afirma que avalia diariamente com os médicos se há necessidade de abertura do protocolo de sepse, considerando a importância da execução pelo fator tempo. “O que antes impactava as coletas de culturas e a administração de antibióticos antes da coleta, hoje já não impacta mais. A equipe de Enfermagem está toda treinada para coletar as culturas de modo que não atrase a administração dos antibióticos. Participar ativamente desse trabalho é uma satisfação”, reforça.

