Especialistas das unidades gerenciadas pela Fundação PB Saúde alertam para prevenção ao diabetes

O Brasil é o quinto país com maior número de diabéticos no mundo. São 16,8 milhões de adultos, segundo o Atlas do Diabetes da Federação Internacional de Diabetes (IDF). Somente na Paraíba, segundo dados do Ministério da Saúde, 5,3% da população tem diagnóstico de diabetes. Apesar disso, entre 40% e 50% das pessoas não sabem que são portadoras dessa condição. Nesta terça-feira (14), Dia Mundial do Diabetes, as unidades gerenciadas pela Fundação PB Saúde, alertam para conscientização e mudanças de hábitos de vida e tratamento adequado, pelos quais é possível evitar ou controlar a doença.

No Hospital do Servidor General Edson Ramalho (HSGER), Micheline Pordeus, médica endocrinologista, explica que a taxa de incidência da doença cresceu nos últimos dez anos, alavancada pelo aumento da obesidade, pelo sedentarismo e pela alimentação inadequada da população. A especialista ressalta ainda que existem 3 tipos de diabetes: tipo 1, tipo 2 e gestacional, e destas apenas tipo 2 é possível prevenir, já que está ligada ao estilo de vida não-saudável.

“O diabetes tipo 2 é o mais frequente na população, com cerca de 90% dos casos de diabetes. A prevenção é a mudança no estilo de vida e evitar a obesidade que é o grande gatilho para desencadear a doença. Já, para os pré-diabéticos, usar medicamentos apropriados auxilia a voltar aos valores normais de glicose no sangue (glicemia). Apesar disso, o monitoramento deve ser feito sempre, pois atingir valores de glicose normais não é passaporte para relaxar nos padrões de um estilo de vida saudável”, alerta a endocrinologista.

Um controle deficiente da condição pode diminuir a expectativa de vida entre 6 a 12 anos, e causar problemas oculares, renais, cardiovasculares e neurológicos, de acordo com a cardiologista do Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires e coordenadora do Programa Coração Paraibano, Roberta Tavares. “O diabetes quando associado a outros fatores de risco, como pressão alta, colesterol alto e obesidade, aumenta ainda mais o risco de problemas graves como infarto, AVC e doença oclusiva periférica. Estima-se que cerca de 20 a 30% dos pacientes que infartam também tenham diabetes. Por isso é tão importante que as pessoas com diabetes controlem o açúcar no sangue, sigam uma dieta saudável, pratiquem exercícios regularmente e controlem o peso”, resume a especialista.

 

SOBRE A DOENÇA: A diabetes é uma doença causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo. A insulina é um hormônio que tem a função de quebrar as moléculas de glicose (açúcar) transformando-as em energia para manutenção das células do nosso organismo. A doença pode causar o aumento da glicemia e as altas taxas podem levar a complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins e nos nervos.

SINTOMAS: Entre os sintomas que podem indicar a doença estão sede excessiva, perda de peso repentina e também frequência urinária exagerada. 

DIAGNÓSTICO: A diferença entre pré-diabetes e diabetes está relacionada à dosagem da glicose no sangue. O valor da glicemia em jejum deve estar entre 70 e 99 mg/dL e o diagnóstico é feito a partir de 126 mg/dL. Sendo assim, os níveis situados entre 100 e 125 mg/dL não estão nem dentro da normalidade, nem atingiram pontos para diagnóstico de diabetes. São esses os casos de pré-diabetes.

Existe uma série de fatores envolvidos no pré-diabetes e no diabetes tipo 2, como idade acima dos 45 anos, sobrepeso ou obesidade, histórico de doença cardiovascular, hipertensão arterial. Assim como síndrome dos ovários policísticos, sedentarismo, diabetes gestacional, colesterol bom (HDL) abaixo de 35mg/dL, triglicerídeos acima de 250 mg/dL, e outros que podem interferir no processo metabólico. “Mas, o estilo de vida saudável pode mudar essa realidade, mesmo para aquelas pessoas com propensão à doença”, reforça a endocrinologista do HSGER, Micheline Pordeus. 

 

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